•maio 12, 2009 •
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UM NOVO CONCEITO: POEMAGEM
Autor:Arthur Jaak Wilfrid Bosmans
A poemagem foi criada por Jaak Bosmans, em 2002. quando percebeu que vivemos um momento imagético, onde a palavra é mais forte quando “complementada” com alguma imagem.O processo se deve também pela sua longa experiência no cinema e também como criador, professor e coordenador, junto com a Professora de Literatura Drª Kênia Maria de Almeida, do curso de especialização ” O cinema e a literatura na sala de aula”da Universidade do Triângulo “UNITRI”, onde foram desenvolvidos trabalhos de vídeo poemas, realizados pelos alunos como trabalho final. O grande desafio no entanto é que a “Poemagem” não é uma ilustração como muitas vezes é confundida! São complementares. A imagem por si só, já contém sua mensagem, assim como o poema, mas juntos criam uma “nova” linguagem integrada pelos dois meios.Na Poemagem é necessário também algum conhecimento de direção de arte, o que talvez seja a grande dificuldade,e desafio, até mesmo para os mais adeptos e realizadores desta nova e atraente comunicabilidade. Desde a escolha da imagem, do tratamento da mesma, a escolha da fonte, a cor da mesma, tudo tem que ter no final um só corpo integrado. Quanto ao processo inicial, não importa se o texto foi inspirado pela imagem ou vice versa. O que define o “poemagem” é a integração dos meios
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•abril 24, 2009 •
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Grão eliminado
Sei que tudo pode acontecer
E quem viver verá
A dor que está aqui no peito
Solidão que não quer mais parar
E ao mesmo tempo em que vai
Bate e volta
Boca sem saliva
Temos mães e pais irmãos
Amigos em igual, jamais.
Solidão sem vida
Sol que brilha pra cegar
Ah, não esqueçam de mim jamais
Estou inteiro
E sou mais um pouco
Do que um grão eliminado

os fantasmas blue
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•abril 12, 2009 •
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Abismo no teto (Cadê o fundo)
Não se intrometa
Não se confunda
Há um abismo no teto
Cadê o fundo, profundo.
Não dá pra morrer
Não dá pra saber
As perguntas do mundo
Só gera assunto, imundo.
Não vá se enrolar
Não confie em você
O tempo vai mostrar os porquês
E o céu.
O brilho que sigo
Nos trilhos da luz
Fincou estacas nos olhos dos cegos
Nos egos dos que enxergam

o primeiro fantasma, homem-livro
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•abril 10, 2009 •
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rumo à distância
cabeça do pé estourada
vai-se a tortas pernadas
imaginando tudo
tudo que ele nunca quer ter
medo de não ter mais o que sonhar
foge desse mundo
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•abril 9, 2009 •
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Cabeça perdida
Perdida a minha vida
Cabeça perdida
Se você pedir
Direi-lhe que sei
Se você acreditar
Ficarei cabreiro
Se você apontar
Cortarei seu dedo
Tudo tem um chute
Pra falar a verdade
Nada aqui tem nome
Nada aqui existe
Coisa que some
Cheia de vaidade
Todos aqui somem
Todos tem um nome
FC
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•abril 8, 2009 •
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saral dos amigos
mande seu poema para os Fantasmas Cinzentos
email: fantasmascinzentos@gmail.com , você poderá escutar
de onde estiver, o grito dos fins te dizendo, ahhhhhhhh, rararara,
estamos criando um livro com vários poetas anônimos, e fantasmas
agradecemos por você existir seu triste, seu desesperado, seu doido,
ahhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!
Sexo bem livre
Tudo é zoeira
Menina baladeira
Prazer, sexta-feira.
Ninguém a escolhe
A noite a acolhe
No inferno os anjos a engolem
Muito barulho
Anarquia bagulho
Música do caralho
Manhã sem trabalho
Punk alucinado
Futuro castrado
Idéias que vem do passado
E quando envelhecem
E os prazeres não esquecem
Seus sonhos despedaçaram
Mas um dia lutaram
Presos, civilizados.
Sonham acordados
Com o mundo que um dia criaram
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Tags: mande seu poema e entraremos em contato
•março 20, 2009 •
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“A alma dos diferentes é feita de uma luz além.
Sua estrela tem moradas deslumbrantes
que eles guardam para os poucos,
capazes de os sentir e entender.
Nessas moradas estão tesouros da ternura humana
dos quais só os diferentes são capazes.
Não mexa com o amor de um diferente.
A menos que você seja suficientemente forte
para suporta-lo depois.”
Arthur da Távola.
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•março 18, 2009 •
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As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
Fernando Pessoa
Para realizar um sonho é preciso esquecê-lo, distrair dele a atenção. Por isso realizar é não realizar..
Fernando Pessoa
O mundo é de quem não sente. A condição essencial para se ser um homem prático é a ausência de sensibilidade.
Fernando Pessoa
Haja ou não deuses, deles somos servos.
Fernando Pessoa
Deus é o existirmos e isto não ser tudo.
Fernando Pessoa
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•março 18, 2009 •
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O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso.
Friedrich Nietzsche
Uma mulher perdoará um homem por tentar seduzi-la, mas não o homem que perde essa oportunidade quando ela lhe é oferecida.
Charles Talleyrand-Périgord
O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros.
Confúcio
O homem solitário é uma besta ou um deus.
Aristóteles
Se um homem tiver realmente muita fé, pode dar-se ao luxo de ser cético.
Friedrich Nietzsche
O homem é uma corda esticada entre o animal e o super-homem, uma corda por cima do abismo.
Friedrich Nietzsche
Felicidade se acha é em horinhas de descuido
Guimarães Rosa
Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende.
João Guimarães Rosa
O Homem é do tamanho do seu sonho.
Fernando Pessoa
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•março 18, 2009 •
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Quando as aves falam com as pedras e as rãs com as águas – é de poesia que estão falando.
…
Fui criado no mato e aprendi a gostar das
coisinhas do chão –
Antes que das coisas celestiais.
Manoel de Barros
Deixei uma ave me amanhecer.
Manoel de Barros
Ninguém é pai de um poema sem morrer.
Manoel de Barros em Arranjos para assobio.
Difícil fotografar o silêncio.
Entretanto tentei. Eu conto:
Madrugada, a minha aldeia estava morta. Não se via ou ouvia um barulho, ninguém passava entre as casas. Eu estava saindo de uma festa,.
Eram quase quatro da manhã. Ia o silêncio pela rua carregando um bêbado. Preparei minha máquina.
O silêncio era um carregador?
Estava carregando o bêbado.
Fotografei esse carregador.
Tive outras visões naquela madrugada. Preparei minha máquina de novo. Tinha um perfume de jasmim no beiral do sobrado. Fotografei o perfume. Vi uma lesma pregada na existência mais do que na pedra.
Fotografei a existência dela.
Vi ainda um azul-perdão no olho de um mendigo. Fotografei o perdão. Olhei uma paisagem velha a desabar sobre uma casa. Fotografei o sobre.
Foi difícil fotografar o sobre. Por fim eu enxerguei a nuvem de calça.
Representou pra mim que ela andava na aldeia de braços com maiakoviski – seu criador. Fotografei a nuvem de calça e o poeta. Ninguém outro poeta no mundo faria uma roupa
Mais justa para cobrir sua noiva.
A foto saiu legal.
Manoel de Barros
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